Thaís Gomez. Uma artista completa. 

Completamente brasileira.

Brasilidade. Palavrinha mágica que abre portas de compreensão. É a ela que a paulista Thaís Gomez recorre para ilustrar sua trajetória no mundo das artes. Artes mesmo, dito assim, no plural. Pois Thais, da seleta trupe dos autodidatas, escolheu a liberdade como meio de expressão. Desenha, pinta, dança, compõe, canta. O olhar sempre em busca do genuíno. De pinturas inspiradas no folclore nacional ao sambinha sincopado, é no ser brasileiro que a artista mira o talento para traduzir a si e ao mundo.

Começou na despretensão das primeiras telas, ainda na adolescência. Um Portinari aqui, uma Tarsila ali, um Di Cavalcanti acolá. Aos poucos, o que era válvula de escape juvenil se tornou consciência, uma opção pela independência que a fez, anos mais tarde, abrir mão da academia em favor da espontaneidade, um certo jeito de produzir que a aproximou da Arte Naïf. Traços simples, mas consistentes. Tudo somado ao antigo e forte interesse sobre as raízes culturais brasileiras, nascia uma artista.

Das pequenas intervenções em Diadema às individuais, os passos foram curtos. O estilo, que transpõe para muros e telas as diversas identidades regionais, a fez estar entre os 500 artistas que participaram , em 2012, da “Olympic Fine Art”, evento promovido pelo governo chinês em Londres. Sua obra, “União Olímpica", foi uma das representantes do país durante os Jogos de Londres. Em 2014, Thaís esteve na Suíça, a convite na Palexpo, tradicional feira de Genève, para expor dez de seus trabalhos.

E sempre houve a música. Na infância, influência dos pais, vieram Zeca Pagodinho, Clara Nunes, Almir Guineto e Beth Carvalho. Na adolescência, as descobertas da salsa, da guajira, da cumbia e do bolero. Três anos dividindo o palco com o guitarrista paraense Manoel Cordeiro na noite de São Paulo, como vocalista e percussionista da “Zouk Lou-w”, deram a confiança necessária para o voo solo, personificado no CD “Nossa Senhora do Samba”, lançado em 2013 e que, não por acaso, contém duas músicas (“Conto de Areia”e “Feira de Mangaio”) em homenagem à rainha Clara Nunes.

Apesar do caminho trilhado na independência absoluta, o trabalho chamou a atenção dos produtores do programa “Domingão do Faustão”, da Rede Globo, no qual Thaís foi citada como uma das boas revelações da música brasileira, e o álbum, recém-lançado, foi citado no quadro “Vitrine do Faustão”, um espaço aberto para a música nacional. O reconhecimento a faz planejar novos passos para o futuro próximo. Como um EP, em fase de composição, que deve ganhar o mundo muito em breve. “Tenho alguns projetos em mente, gravar novas canções e seguir com os shows, unindo pintura e música”, adianta, animada.

Entre exposições e shows, Thaís arruma tempo para desenvolver paralelamente o que denomina com carinho de “arte a partir da arte”. Um conceito de artesania que a própria artista faz questão de explicar: “Tenho o prazer de ver minhas pinturas estampando roupas, xícaras, livros didáticos. Também pinto peças à mão de maneira exclusiva, como tênis e camisas”, conta. Entre os clientes, ninguém menos do que o grande músico Hermeto Pascoal. “Também vejo minha arte inserida como fonte de estudo nos colégios de vários estados. Receber esse carinho é imensurável.”

E assim Thaís Gomez segue firme no caminho que propôs para si. Plural e inquieta, com um olhar atento para o que nos define e apresentando, em cores e melodias, uma visão particularíssima de brasilidade. E - detalhe importantíssimo - sem se prender a rótulos. Como já foi dito, a escolha, feita desde muito cedo, foi a favor da liberdade. E é a partir dela que o futuro da artista será escrito. “Eu me defino como uma artista mensageira, procuro levar cor e alegria através do meu canto e pintura”. Que assim seja, então.

 

 

EXPOSIÇÕES

. Centro Ambiental M'Boi Pewa / Ilha de Boipeba - Bahia / 01/2013 (Individual)

. Olympic Fine Arts / Creative Cities Collection / Londres / 2012 (Coletiva)

. Pintura sobre ovo de avestruz / BENEDIXT DECOR / São Paulo / 04/2011 (Individual)

. PUC - SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) "A pintura e seus traços ingênuos"

   Janeiro e Fevereiro / 2010 (Individual)

. Dona Mathilde / Snooker Bar / São Paulo / 12/2010 (Individual)

. Museu De Arte "Naïf" /14ª Bienal Naïf / Jagodina - Sérvia / 10/2009 (Coletiva)

. Map -Museu De Arte Popular, "7 Caminhos", Diadema / SP / 09/2009 (Coletiva)

. Fim Do Mundo Bar E Espaço Da Cultura / SP /05 /2009 (Individual)

. Map - Museu De Arte Popular, Diadema / SP / 2009 (coletiva)

. Casa Mimosa /São Paulo / SP / 05/2009 (Coletiva)

. Centro Cultural Promissão / SP / 03/2009 (Coletiva)

. Salão De Artes De Santa Bárbara D'oeste / SP / 11/2008 (coletiva)

. Centro Cultural Eldorado, Diadema / São Paulo / 11/2008 (Coletiva)

 

PROJETOS REALIZADOS

ANEMESS - MODA FEMININA                                                   

ATUAL EDITORA

BALI BLUE                                                                                    

BENEDIXT - DECORAÇÃO E DESIGN

CAFÉ FÁCIlL

CÂMARA DOS DEPUTADOS DE BRASÍLIA

CENTRO CINÓFILO SALATINO

CHÂTEAU DEFFENDS

COC SISTEMA DE ENSINO

EDITORA SARAIVA

EDITORA SCIPIONE

EDITORA OXFORD UNIVERSITY PRESS

SAMPA IN STAMPA